06 de fevereiro de 2026
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Tendência
Tendências de design e decoração para 2026: materiais, cor, forma e experiência em foco
Principais tendências de design, arquitetura e decoração para 2026 com foco em autenticidade, materiais, cor, forma e experiência sensorial.
Falar sobre tendências de design e decoração é, antes de tudo, observar transformações de comportamento, de valores e de relação com os espaços. Mais do que prever estilos ou eleger estéticas dominantes, esse exercício envolve compreender como o tempo presente influencia a maneira de projetar, habitar e atribuir significado aos ambientes.
À medida que o design se afasta de soluções imediatistas, cresce o interesse por propostas que dialogam com experiência, identidade e permanência. Arquitetura, interiores e mobiliário passam a ser pensados como extensões do cotidiano, refletindo escolhas mais conscientes e alinhadas à forma como as pessoas vivem hoje.
Neste contexto, olhar para 2026 é investigar sinais, movimentos e direções que ajudam a orientar projetos e decisões criativas. Ao longo deste artigo, reunimos tendências que apontam para novos caminhos no design e na decoração, considerando não apenas o que muda na estética, mas como essas mudanças se conectam ao uso, à cultura e à construção de espaços com propósito.
Tendências de design e decoração para 2026
1. Paletas cromáticas profundas e expressivas
Em 2026, a cor deixa de ser um recurso meramente decorativo e passa a assumir um papel narrativo nos projetos. As paletas cromáticas se tornam mais densas, sensoriais e conectadas à experiência de quem habita o espaço. A escolha das cores passa a refletir atmosfera, intenção e permanência, criando ambientes que dialogam com o tempo e com o uso cotidiano.
Os tons profundos ganham protagonismo por sua capacidade de gerar acolhimento e identidade. Marrons escuros, variações de argila e cores terrosas aparecem como base de projetos que buscam equilíbrio e sofisticação sem excessos. Essas tonalidades evocam matéria, estabilidade e vínculo com o natural, funcionando como pano de fundo para espaços mais calmos e envolventes.
Dentro dessa tendência, alguns movimentos se destacam:
- Marrons, argilas e tons terrosos utilizados para criar ambientes mais densos e confortáveis, com sensação de solidez e permanência;
- Neutros quentes substituindo as paletas frias e acinzentadas, trazendo maior proximidade, suavidade visual e leitura mais humana dos espaços;
- Cores intensas aplicadas de forma pontual, em móveis, objetos ou superfícies específicas, funcionando como acentos que criam contraste, ritmo e personalidade sem comprometer a harmonia do conjunto.
Entretanto, a tendência não aponta apenas para uma cartela específica e sim para o uso consciente da cor. Em 2026, a paleta cromática passa a ser pensada como parte da arquitetura sensorial do projeto, capaz de influenciar percepção, comportamento e bem-estar, reforçando a identidade do espaço de maneira sutil e duradoura.
2. Materiais naturais, textura e presença tátil
Em 2026, a materialidade assume um papel central nos projetos de design e decoração. A estética contemporânea se afasta de superfícies excessivamente homogêneas e passa a valorizar a matéria-prima em seu estado mais expressivo, onde textura, imperfeição e variação natural se tornam parte da linguagem do espaço. O material deixa de ser pano de fundo e passa a ser protagonista da experiência.
Essa valorização está diretamente ligada à busca por ambientes mais sensoriais e próximos do corpo. O contato visual e tátil ganha importância, reforçando a percepção de conforto, autenticidade e permanência. O espaço é pensado não apenas para ser visto, mas para ser vivido, tocado e percebido ao longo do tempo.
Alguns materiais e acabamentos se destacam dentro dessa abordagem:
- Pedras mais rústicas e superfícies menos polidas, que evidenciam veios, porosidades e irregularidades naturais, trazendo peso visual e sensação de solidez ao ambiente;
- Madeiras com veios aparentes e acabamentos naturais, onde a textura, a variação de tonalidade e o desenho orgânico da matéria reforçam acolhimento e identidade;
- Tecidos com tramas visíveis, que convidam ao toque e acrescentam profundidade sensorial, equilibrando conforto e leitura estética.
Além de ser uma escolha estética, essa tendência reflete uma mudança de postura. A estética de 2026 reforça a conexão sensorial entre corpo, espaço e material, criando ambientes que respondem ao uso cotidiano com honestidade, conforto e uma presença tátil que permanece na experiência.
3. Formas orgânicas e design fluido no mobiliário
O mobiliário de 2026 reforça uma estética orientada pela fluidez. As linhas rígidas e excessivamente geométricas cedem espaço a formas orgânicas, que criam uma relação mais natural entre objeto, corpo e ambiente. O desenho deixa de impor limites visuais e passa a conduzir o olhar de maneira contínua, promovendo sensação de conforto e permanência.
Essa abordagem responde a um desejo crescente por espaços mais acolhedores e menos tensionados visualmente. As curvas suavizam a leitura do ambiente, reduzem contrastes abruptos e favorecem uma experiência mais intuitiva. O mobiliário passa a atuar como elemento de equilíbrio, capaz de organizar o espaço sem interromper seu fluxo.
Dentro dessa tendência, algumas características se destacam:
- Curvas contínuas e volumes acolhedores, que envolvem o corpo e criam uma sensação imediata de conforto visual e físico;
- Desenhos que dialogam com o corpo, considerando postura, apoio e gestos cotidianos como pontos de partida para a forma;
- Peças que equilibram escultura, função e experiência, onde o valor estético não se sobrepõe ao uso, mas o acompanha de forma integrada.
Ou seja, a ideia é que os móveis permaneçam no espaço com naturalidade. Eles não competem com a arquitetura nem se impõem como objeto isolado, mas contribuem para uma atmosfera mais fluida, sensorial e coerente com os modos contemporâneos de habitar.
4. Ambientes híbridos e multifuncionais
Os espaços contemporâneos passam por uma redefinição clara. A separação rígida entre funções perde força e dá lugar a ambientes mais híbridos, capazes de acompanhar rotinas diversas e mutáveis ao longo do dia. Em 2026, o projeto de interiores assume essa complexidade como premissa, criando espaços que se adaptam ao uso, e não o contrário.
Essa transformação reflete novas formas de morar, trabalhar e conviver, em que o mesmo ambiente pode acolher momentos de concentração, encontros informais e pausas de descanso. A flexibilidade deixa de ser um diferencial e se torna requisito para projetos que dialogam com a vida real.
Alguns movimentos orientam essa tendência:
- Integração entre trabalho, convivência e lazer, com ambientes que permitem alternância de atividades sem perder conforto ou identidade;
- Layouts mais abertos e menos compartimentados, que favorecem circulação fluida, amplitude visual e múltiplas leituras do espaço;
- Mobiliário pensado para acompanhar diferentes usos, com peças versáteis, móveis de apoio e soluções que se adaptam a variações de função ao longo do dia.
Nesse contexto, o mobiliário assume papel estratégico. Ele organiza, delimita e transforma o espaço sem recorrer a barreiras fixas, permitindo que o ambiente evolua conforme a rotina. O resultado são interiores mais dinâmicos, funcionais e alinhados às dinâmicas contemporâneas de uso e convivência.
5. Sustentabilidade e autenticidade como premissa
Em 2026, a sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a orientar decisões concretas de projeto. A estética contemporânea se constrói a partir de escolhas mais conscientes, onde cada material, processo e forma carrega intenção clara e responsabilidade. O design se afasta do excesso e se aproxima daquilo que faz sentido permanecer.
Essa mudança reflete um olhar mais atento ao ciclo de vida dos produtos e à relação entre consumo, uso e tempo. Projetar passa a ser também um exercício de edição, no qual menos elementos bem escolhidos geram mais qualidade espacial, sensorial e funcional.
Alguns princípios se consolidam nesse cenário:
- Valorização da durabilidade e do design atemporal, com peças pensadas para atravessar tendências e manter relevância estética e funcional ao longo dos anos;
- Uso responsável de materiais e processos, priorizando matérias-primas bem selecionadas, técnicas construtivas eficientes e produção alinhada à qualidade, não ao volume;
- Menos excesso, mais intenção, onde cada escolha é justificada pelo uso, pela experiência e pela coerência com o projeto como um todo.
A autenticidade surge como consequência desse caminho. Ambientes se tornam mais honestos, equilibrados e conectados com quem os habita. A sustentabilidade, nesse contexto, não é apenas ambiental, mas também cultural e estética, reforçando um design que respeita o tempo, o espaço e a experiência humana.
6. Nova leitura do design contemporâneo: o detalhe como discurso
O design contemporâneo avança para uma estética mais contida e precisa. Em 2026, o excesso decorativo cede espaço a escolhas mais intencionais, onde o detalhe assume papel central na construção da linguagem do ambiente. Não se trata de adicionar elementos, mas de qualificá-los, fazendo com que cada acabamento comunique cuidado, domínio técnico e identidade.
Nesse contexto, o detalhe deixa de ser complemento e passa a atuar como discurso. Ele orienta a leitura do espaço, revela o nível de atenção ao projeto e sustenta a percepção de sofisticação ao longo do tempo. A presença do design se manifesta em gestos sutis, mas consistentes.
Algumas leituras se destacam nessa nova abordagem:
- Metais com interpretações mais maduras, como o uso de ouro envelhecido, tons escovados e cromados sutis, aplicados com equilíbrio e longevidade estética;
- Aplicações pontuais e estratégicas, em puxadores, estruturas aparentes, bases e objetos, evitando excessos e reforçando a precisão visual;
- Acabamentos como expressão de cuidado construtivo, em que superfície, encaixe e materialidade revelam domínio técnico e coerência com o conjunto.
O detalhe passa a ser elemento estruturante da atmosfera. Ele não chama atenção de forma imediata, mas constrói percepção ao longo do uso. É nessa sutileza que o design contemporâneo encontra força, criando ambientes sofisticados, duráveis e alinhados a uma estética que valoriza intenção acima de ornamento.
7. Influências culturais no design: passado, território e repertório
O design contemporâneo amplia seu repertório ao olhar para a cultura de forma mais consciente e menos literal. Em 2026, referências históricas, territoriais e simbólicas passam a ser reinterpretadas com critério, criando projetos que dialogam com a memória sem abrir mão da contemporaneidade. O resultado são espaços que carregam profundidade cultural e identidade, sem recorrer à reprodução direta de estilos.
Essa abordagem valoriza o entendimento do contexto. O passado deixa de ser nostalgia e passa a funcionar como base conceitual, enquanto o território contribui com linguagem, materialidade e modos de uso. A tecnologia entra como aliada, refinando soluções e atualizando referências.
Neste movimento, algumas influências se destacam:
- Releituras do mid-century, com linhas limpas, proporções bem definidas e uso consciente da madeira, reinterpretadas com acabamentos atuais e maior atenção ao conforto;
- Inspirações orientais, como a lógica das cozinhas japonesas, que priorizam funcionalidade, organização, simplicidade formal e relação direta entre gesto, espaço e material;
- Integração entre memória, território e tecnologia, onde referências culturais se combinam a soluções contemporâneas, criando ambientes eficientes, sensoriais e conectados ao modo de vida atual.
Essas influências não atuam como tendência isolada, mas como expansão do pensamento projetual. Ao incorporar repertórios diversos de forma crítica, o design reforça seu papel como expressão cultural, capaz de traduzir história, contexto e inovação em espaços coerentes, atuais e cheios de significado.
Tendências como ferramentas para projetos com identidade
As tendências de 2026 apontam para um design mais atento à experiência, ao contexto cultural e ao modo como os espaços são vividos no dia a dia. Em vez de orientar escolhas superficiais, elas funcionam como sinais do tempo presente, ajudando profissionais a construir ambientes que acolhem, dialogam com o usuário e mantêm relevância ao longo dos anos.
Nesse cenário, o design autoral ganha protagonismo. Quando materialidade, forma e cultura são pensadas de maneira integrada, as tendências deixam de ser fórmulas prontas e passam a ser interpretadas com critério, resultando em projetos coerentes, consistentes e duráveis.
Na Tasselo, esse entendimento se reflete em um mobiliário que conversa com o agora sem perder profundidade. Cada peça nasce do equilíbrio entre desenho, matéria e uso real, transformando tendências em soluções com identidade, permanência e propósito.
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