Texturas, paisagens e matéria: onde começa a inspiração do design brasileiro
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31 de julho de 2026

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Tendência

Texturas, paisagens e matéria: onde começa a inspiração do design brasileiro

Entenda como paisagens, materiais e cultura transformam o território brasileiro em inspiração para o design nacional.

Muito antes de se tornar uma linguagem reconhecida mundialmente, o design brasileiro começou a ser formado pela mistura de diferentes influências, materiais e formas de habitar.

A maneira como construímos e pensamos nossos espaços sempre esteve relacionada ao contexto de cada época. Das técnicas artesanais herdadas de diferentes culturas ao uso de materiais encontrados no próprio território, cada período deixou marcas que ajudaram a formar uma identidade própria.

Com o passar dos séculos, referências europeias, indígenas, africanas e, mais tarde, movimentos internacionais foram reinterpretados a partir da realidade brasileira. O clima, as paisagens, a abundância de matérias-primas naturais e os modos de convivência transformaram essas influências em algo particular.

Hoje, o design brasileiro contemporâneo continua sendo construído a partir desse diálogo. Ele valoriza a diversidade do território e encontra nas texturas, nos materiais e nas paisagens um repertório para criar peças e ambientes com identidade.

A construção de uma identidade brasileira no design

A história do design brasileiro acompanha as transformações culturais, sociais e arquitetônicas do país. Cada período acrescentou novas referências e contribuiu para a construção de uma linguagem marcada pela diversidade.

O período colonial se estende de 1500 até a Independência, em 1822, e ao longo desses três séculos a influência europeia esteve muito presente na arquitetura e nos interiores brasileiros, especialmente através da estética portuguesa. Igrejas e casarões receberam elementos ornamentados, trabalhos em madeira entalhada e detalhes inspirados no barroco, que se consolidaram com força sobretudo a partir do século XVIII.

Ao mesmo tempo, essa influência passou a conviver com técnicas e materiais encontrados no próprio território. O contato com saberes indígenas, o uso de matérias-primas locais e a adaptação das construções ao clima brasileiro começaram a criar uma interpretação própria.

No século XIX, o ecletismo trouxe uma combinação ainda maior de referências. Móveis clássicos de inspiração europeia passaram a dividir espaço com produções artesanais e elementos de diferentes origens culturais, criando ambientes marcados pela mistura.

O século XX representou uma mudança importante nessa trajetória. Com o avanço do modernismo, a arquitetura e o design passaram a buscar uma expressão mais conectada ao Brasil, valorizando materiais nacionais, soluções adaptadas ao clima e uma linguagem menos dependente das referências importadas.

Nesse período, ganharam força características que continuam presentes no design nacional:

  • A valorização dos materiais brasileiros, especialmente a madeira, explorando suas possibilidades estruturais e sua expressão natural dentro dos ambientes;
  • A aproximação entre arquitetura e natureza, criando espaços que consideram luz, ventilação, paisagem e integração com áreas externas;
  • O desenvolvimento de uma linguagem própria, onde referências internacionais passaram a ser reinterpretadas a partir da cultura e das necessidades brasileiras.

Nas décadas seguintes, novas influências continuaram ampliando esse repertório. Os anos 1970 trouxeram mais destaque para cores, elementos naturais, artesanato e uma relação mais próxima com o conforto dos espaços. Já o design contemporâneo passou a reunir diferentes caminhos, valorizando funcionalidade, diversidade e identidade.

O resultado desse percurso é um design brasileiro que carrega muitas camadas. Uma linguagem construída pela combinação entre história, cultura, território e pela capacidade de transformar diferentes referências em novas formas de criar.

Paisagens que se transformam em repertório criativo

Um dos grandes diferenciais do Brasil é a diversidade de paisagens reunidas em seu território. Cada bioma carrega clima, vegetação, texturas e características próprias, e isso influenciou a forma como arquitetos e designers brasileiros aprenderam a projetar.

Essa relação com a natureza nunca foi só estética. A arquitetura brasileira encontrou soluções próprias para lidar com o clima tropical. O brise-soleil, adotado no antigo Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, tornou-se um exemplo importante dessa busca por controlar a incidência solar sem romper com a presença da luz, influenciando diferentes projetos arquitetônicos nas décadas seguintes.

O mobiliário seguiu um caminho parecido. Sergio Rodrigues e Joaquim Tenreiro valorizaram madeiras como jacarandá e imbuia, preservando veios, densidade e presença natural em uma época em que muitos padrões internacionais privilegiavam superfícies lisas e uniformes. Na paisagem, Burle Marx também deslocou esse olhar ao incorporar espécies nativas em projetos urbanos, quando ainda era comum reproduzir jardins de inspiração europeia com plantas importadas.

Cada bioma ainda funciona como referência específica no design contemporâneo:

  • Amazônia: fibras naturais e madeira de manejo responsável, usadas em peças que expõem a textura bruta do material;
  • Caatinga e Cerrado: tons terrosos, pedras, vegetações resistentes e texturas que refletem paisagens marcadas pelo clima seco;
  • Mata Atlântica: forte presença de vegetação dentro do projeto, como na Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, erguida sobre pilotis em meio à mata remanescente do terreno;
  • Pantanal e Pampa: referências ligadas à amplitude da paisagem, aos horizontes abertos e a projetos que valorizam continuidade, respiro e integração com o entorno.

Quando a paisagem participa do processo criativo, características do território começam a influenciar escolhas de forma, matéria e experiência.

Quando a matéria conta a história do lugar

A relação do design brasileiro com o território também aparece na escolha dos materiais. Em muitos momentos da história, foram justamente os recursos disponíveis em cada região que influenciaram técnicas construtivas, soluções artesanais e novas possibilidades de criação.

A madeira é um dos exemplos mais presentes. Além da função estrutural, ela se tornou uma expressão importante do mobiliário nacional pela diversidade de espécies, tonalidades e características encontradas no país. Cada tipo de madeira apresenta diferentes densidades, desenhos e possibilidades de aplicação.

Essa relação com a matéria também aparece em outros elementos presentes no design brasileiro:

  • Fibras naturais, utilizadas historicamente em diferentes regiões do Brasil, aproximam o design de técnicas manuais e mostram como tradição e inovação podem ocupar o mesmo espaço;
  • Pedras e superfícies naturais trazem características ligadas ao próprio território, com variações de textura, formação e aparência que influenciam a linguagem dos projetos;
  • Couro e tecidos ampliam a experiência de uso do mobiliário, trazendo aspectos relacionados ao conforto, ao toque e à relação diária entre pessoas e objetos.

No design contemporâneo, a escolha desses elementos envolve também uma reflexão sobre a durabilidade. Materiais de qualidade, quando bem trabalhados, acompanham o tempo e permitem que as peças construam uma história própria dentro dos ambientes.

Arquitetura, natureza e formas brasileiras de viver

A maneira como as pessoas vivem também influencia o desenvolvimento da arquitetura e do design.

No Brasil, fatores como clima, diversidade cultural e relação com os espaços externos ajudaram a construir uma forma própria de pensar os ambientes. Varandas, áreas abertas, espaços integrados e ambientes de convivência fazem parte dessa relação entre arquitetura e cotidiano.

Esse comportamento influencia diferentes decisões de projeto:

  • Conforto e permanência, com escolhas de mobiliário, materiais e organização dos espaços pensadas para favorecer o uso cotidiano;
  • Integração com o entorno, aproximando iluminação natural, ventilação, vegetação e arquitetura;
  • Adaptação aos diferentes modos de viver, criando ambientes que acompanham novas necessidades sem perder sua identidade.

Essa relação também chega ao mobiliário. Uma peça precisa considerar proporção, uso, conforto e a forma como irá interagir com todo o ambiente.

Tasselo: design brasileiro inspirado pela matéria, cultura e território

O olhar da Tasselo para o design nacional acompanha essa relação entre pesquisa, matéria e identidade.

Ao longo de sua trajetória, a marca construiu uma linguagem autoral influenciada pela arquitetura, pelas paisagens brasileiras, pela escolha cuidadosa dos materiais e pelas diferentes formas de viver os espaços.

Cada criação nasce de um processo que considera todo o caminho até a peça final: o estudo das referências, o desenvolvimento técnico, a seleção das matérias-primas e a experiência que aquele mobiliário irá proporcionar.

Essa conexão com a natureza também está presente na própria origem da marca. Inspirado no nó da madeira, símbolo do crescimento natural da árvore, o olhar da Tasselo valoriza marcas, texturas e características que tornam cada matéria única.

É dessa combinação entre repertório, técnica e criação que surgem mobiliários pensados para diferentes projetos e para uma relação mais duradoura com os espaços.

Conheça as coleções da Tasselo e descubra como o design brasileiro transforma matéria, paisagem e cultura em mobiliários com identidade.

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